quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

POEMA DA DESPEDIDA

" Não saberei nunca

dizer adeus


Afinal,

só os mortos sabem morrer


Resta ainda tudo,

só nós não podemos ser



Talvez o amor,

neste tempo,

seja ainda cedo



Não é este sossego

que eu queria,

este exílio de tudo,

esta solidão de todos



Agora

não resta de mim

o que seja meu

e quando tento

o magro invento de um sonho

todo o inferno me vem à boca



Nenhuma palavra

alcança o mundo, eu sei

Ainda assim,

escrevo. "



Mia Couto


"Mas mininu, não é ótimo quando desaprendemos a falar e escrever e achamos alguém que o faça para nós? "

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

(Algumas) Coisas de L.F.V


Já que falo sempre dele ... é bom lembrar as coisas que notei e que aprendi...(e amo!)

Palavras

 “Dezessete” -Acha a palavra bonita e usa muitas vezes em seus textos (entrevista)
“Sílfide” por que dá impressão que voa (a seguir, todas da crônica: “Pudor”)
“Sobrancelha” – “Esta não voa, mas paira no ar, como a neblina das manhãs até ser desmanchada pelo sol”
“Seborréia”- Acha horrível
“Trilhão” - Sobe como um balão desamarrado
“Otorrino” – cai no chão e corre para um canto
"Caos"- É uma palavra chiclé-balão.
“Lambo”- Palavra engraçada (da crônica “No elevador ”)
“Holisticamente”- Sofisticada (da crônica “Holisticamente”)
Esbaforido”- “Grande Palavra”, por ele mesmo. ( em “A entrega”)
“Jogging” – não gosta desta palavra. (em “Na corrida”)


Dizeres

“Saudavelmente hipócritas “ (em “Champignons Recheados”)
“Vamos e Venhamos” (“Mike Magui” e outras)
“Quem vê cara, Vê cueca” (em “O primeiro homem”)
“Quem vê cueca, vê coração” (em “Cueca”)
Chama atenção para “Preâmbulos” - Quem o usa no que se segue desmentirá o preâmbulo, (...) Quem o usa pelo menos reconhece que vai destoar do que seria um pensamento normal (...)Precisa se precaver e fornecer uma espécie de salvo-conduto para sua opinião extrema.”(em “Preâmbulos”)
“Gente-casa ou Gente- apartamento” (vide: “Gente casa”)


Personalidades
(Não lembro em que crônicas citados :P)

Giacometti (escultor e pintor suíço)
Henry Moore (escultor britânico)
Malba Tahan (professor de matemática brasileiro)
Rainer Maria Rilke (poeta alemão)
Rick Blaine (personagem de "Casablanca")
Maurice Chevalier (escultor britânico)
Fukuyama (filósofo e economista)
Chivas Regal (O Chivas Regal dos uísques) genial!

Tipo de Mulheres
(Pela crônica “Primavera”)
As...
Balzaquianas, Alencarianas, Amadianas, Goethianas, Sthendálicas, Dostoievskianas, Tolstóicas, Kafkianas,Lawerencina, Ibsenética, Flaubertálica, Nabokoveta e “lês faux maigres”

O que pediria ao Diabo
(em “O que eu pediria ao Diabo”)
  • Que a mala seja sempre a primeira a aparecer na esteira do aeroporto.
  • Poder abrir o celofone que envolve os CDs usando só a unha
  • Nunca mais morder cartilagem de galinha, frango ou galeto
  • Vaga em estacionamento do shopping.                                    

Músicas
“Tea for two” (Doris Day)
“Torna a sorriento” (composta por Ernesto De Curtis)
“As times goes bye” (by Louis Amstrong, trilha de "Casablanca")(citado em “Noites do Bogart”, “Rick Blaine”,"As time goes bye”)


Uma coisa que odeio em Luís Fernando Veríssimo: Ter que escrever seu nome todo, ou usar a abreviatura.Não dá para falar só Luís Fernando,pois assim fica difícil reconhecer, Fernando Veríssimo é esquisito e só Veríssimo, causa dúvida se é o pai ou o filho. Mas é só isso. De resto, amo.

sábado, 29 de janeiro de 2011

SOCIEDADE DOS POETAS VIVOS


Me lembrei de quando eu era mais nova e um amigo do meu pai me perguntou que diacho de música eu gostava. Respondi que música tipo a que passava na Nova FM... De Rock clássico sempre fui afim, Felizmente quando criança ouvi bastante um EP dos Rolling Stones (Harlem Shuffle) que meu pai tinha, apesar de ele gostar de sertanejo, ser cantor e ter tido várias duplas. Pois é.


As músicas que passavam na Nova FM, Concluí que eram “poemas cantados”, Chamados de MPB, Música Popular Brasileira, Não me convenci com esse nome e até hoje não gosto.


Para parecer certo, Diz-se que MPB abrange vários estilos musicais... Mas estas músicas populares brasileiras, não são tão populares assim e ás vezes nem tão brasileira. Ainda assim são poemas cantados e sambantes.

Música popular brasileira, bem se sabe, é forró, sertanejo, funk, pagode e por aí vai, por questões “demográficas”. Será que já fizeram censo para gosto musical? Quantos por cento de brasileiros ouvem “MPB”?
Esse gênero devia se chamar, Só porque eu quero “SPV” Sociedade dos Poetas Vivos. (é que sempre acho que tudo deveria ser título, como em filme, até gente deveria ter título, qual seria o seu?)
 
Quantos poetas vivem, cantam e dançam entre nós?! Já pensou que vai ser orgulhoso de ter sido contemporâneo de Chico, Caetano, Djavan?! Estão todos vivos ... Sociedade dos Poetas Vivos, claro que há os membros mortos e não menos célebres, muito pelo contrário, Elis, Tom , Vinicius... Viveram, vivem e serão eternamente eternos. Música tem esse poder de eternidade (é que moram na atmosfera).


Não há lugar mais abastado de poetas como a "mpb" ou "spv". 

A música se é poesia vestido de samba subindo a ladeira bate no corpo de quem ouve, este absorve palavras (e lindas) e elas adentram os sentidos  e injetam saber e viver. Viver e saber.

Não só samba, mas tudo que já andou abrangendo a “MPB”.
 
Chamar uma música de “minha” é altamente sublime se falamos de poesia. Do melhor jeitinho brasileiro de ser, sussurrando com voz mansa, com ritmo ligeiro do devagarinho, arrastando o som, dedilhando as cordas do violão, com coisa de quem não anda rápido para não perder a paisagem da esquerda ou da direita, das imagens no “pulo do gato” (do jeito que gosto de significar) de quem viu, viu, quem não viu, não musicou, poetizou e fez fruir.


A sociedade dos poetas vivos taí, sempre esteve, principalmente quando fudidos com a ditadura teciam músicas sorrateiramente, verdades e arte ficam atrás das palavras, mas revelavam-se nos acordes, Segredinho... Quem ouviu, ouviu, no pulo do gato, poesia se desvencilhando, musicando na era da hipocrisia.

A sociedade ainda existe, sempre existirá. O ridículo também não acabou. Só mudou de cor. Mas eles estão aí e é ótimo observar e fazer parte desta sociedade e atestar a Vivacidade Poética.

Só para ilustrar:

DIGA NÃO AS DROGAS

Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois, quando você quiser, é só parar..." e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "natural" , da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do "Chitãozinho e Xororó" e em seguida um do "Leandro e Leonardo". Achei legal, coisa bem brasileira; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar todo mundo de "Amigo" e acabei comprando pela primeira vez.

Lembro que cheguei na loja e pedi: - Me dá um CD do Zezé de Camargo e Luciano. Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve... "Banda Eva", "Cheiro de Amor", "Netinho", etc. Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: "É o Tchan", "Companhia do Pagode", "Asa de Águia" e muito mais. Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador, que me fizesse mexer a bunda como eu nunca havia mexido antes, então, meu "amigo" me deu o que eu queria, um Cd do "Harmonia do Samba". Minha bunda passou a ser o centro da minha vida, minha razão de existir. Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais . . . Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao show de encontro dos grupos "Karametade" e "Só pra Contrariar", e até comprei a Caras que tinha o "Rodriguinho" na capa.

Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro, minha mão tinha crescido muito em função do pandeiro, meus polegares já não se mexiam por eu passar o tempo todo fazendo sinais de positivo. Não deu outra: entrei para um grupo de Pagode. Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorriamos fazíamos sinais combinados. Lembro-me de um dia quando entrei nas lojas Americanas e pedi a coletânea "As Melhores do Molejão". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!! Meu senso crítico havia sido dissolvido pelas rimas "miseráveis" e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada. Mas a fase negra ainda estava por vir. Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões", "Motinhas" e "Tapinhas". Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saia a noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar o "caminho das pedras", outros extremistas preferiam o "caminho dos templos". Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.

Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenham que recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach. Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas.

Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável e distante; vai perder as referências e definhar mentalmente.

Em vez de encher cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte:

* Não ligue a TV no domingo à tarde;
* Não escute nada qu e venha de Goiânia ou do interior de São Paulo;
* Não entre em carros com adesivos "Fui.....";
* Se te oferecerem um CD, procure saber se o indivíduo foi ao programa da Hebe ou ao Sábado do Gugu;
* Mulheres gritando histericamente são outro indício;
* Não compre um CD que tenha mais de 6 pessoas na capa;
* Não vá a shows em que os suspeitos façam passos ensaiados;
* Não compre nenhum CD em que a capa tenha nuvens ao fundo;
* Não compre nenhum CD que tenha vendido mais de um milhão de cópias no
Brasil; e
* Não escute nada em que o autor não consiga uma concordância verbal mínima.

Mas principalmente, duvide de tudo e de todos.
A vida é bela!!!! Eu sei que você consegue!!! Diga não às drogas!!
Luis Fernando Veríssimo

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cinema, Cineminha, Vamos todos Cinemar!

 2011-Dentre as coisas que prometi, a maior parte delas tem a ver com cinema, Ás vezes tento falar de cinema sem poematizar, ou pelo menos não babar tanto pela arte, falar tecnicamente ou teoricamente com o pouquíssimo conhecimento que tenho. Mas covenhamos que para isso, já nos fazem dormir, Ismail, Bernadet, Bazin e tantos outros. Também não sei a quem interessa suspiros de uma jovem entusiasta. Mas foda-se, o blogue é meu e escrevo o que quiser e como quiser (e com palavrões).

Venho até aqui, justamente porque minha cabeça fervilha com tantas idéias e planos (planos mesmo, metas, não o geral, fechado ou médio) Não sei nem por onde começar. O doc? (Não sei se tenho as manhas) O longa? (Vou precisar de uns milhões pra ele) O curta? (Editais...). Também não me sinto mal em fazer exibições de filmes meus ou de amigos em ongs em São Paulo, Cines Comunidades, Cine Itinerário e etc... é legal propagar cinema e cuidar para que o hábito de ir ver filme em tela grande seja o mais comum possível nas comunidades pobres ou em cidades pequenas (como a de meu pai em Minas Gerais, que até hoje não sabe o que é um cinema).

Cinema tem que deixar de ser a carne de boi do filme Marvada Carne- André Klotzel (pronto, mais um paralelo). Aliás, nem mais coitadismo dos realizadores, de que cinema é arte para rico e etc, Nessa "Nova Era" (até quando será chamada de "nova"?) onde há tantos recursos, principalmente digitais, não há desculpa para não cinemar, acho que deve faltar só uma boa vontade de propagar a Arte, mas arte mesmo, não um registro de algo que tenha graça só pra quem faz ou simplesmente não endereça nenhum resultado a quem vê. Talvez arte ,( ouso tentar compreendê-la) seja algo que no seu amago haja algo que há em todas as pessoas e assim, de algum modo elas se identificam, se entendem por gente e haja uma conexão de idéias, seja um espelho de idéias, onde se possa pintar um pássaro e alguém enxergar um dinossauro e isso lhe fizer tanto sentido que ela passa a prestar mais atenção ao seu interior e desenvolver mais suas capacidades psícas.

Cinema e qualquer arte deve ter pelo menos esta função, Há quem diga que arte não é "utilizatória", eu duvido muito. Ou que só serve para entreter, isso é difícil, por acaso somos bebês em um cercado colorido de prézinho, esperando que as mamães voltem para nos buscar? 
Se for, vamos brincar, então... de cinema. Chamem seus amigos, faça uma roda e girando cantem:
"Cinema, Cineminha,Vamos todos Cinemar"
La ra ra la ra ra

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

ERA UMA VEZ UM MENINO...

 Para Tawane,Daniel e Nara, Agora escrito:

Eu vou contar a história de um menino...

Era uma vez um menino
que acreditava que as nuvens tinham vida
que não lembrava se sonhou ou se esteve numa bolha de sabão
que não sabia calçar os sapatos
que mentia que havia escovado os dentes, não por porquice, mas pelo bel- prazer
que disse já ter passado uma jornada noturna com um saci
e que colocou um dente do lobisomem debaixo do travesseiro, a fada deste departamento
lhe deu um castelo
que viajou num balão feito de guarda-chuva
que andava com o espelho segurado na altura do peito virado para cima e servia-lhe deGPS
que escreveu sobre todas sua viagens aos pobres adultos..
Não acreditaram nele, Até rasgaram as páginas do livro, Disseram-lhe que já era grande demais pra inventar histórias.
O menino trancou-se no castelo, estorou a bolha,ficou de mal do saci, rasgou o  balão, quebrou o espelho e 
Era uma vez um menino...



"-E nem era mentira né,Bruninha?"
Daniel

óhnn que fofo!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

"Agora aqui está as Resoluções"- Mr.Hat por Bruna Therolly

Eu que não sabia muito bem, o que prometer para o ano novo. Dei uma espiada na lista do meu querido Mr. Hat, Espero que possa inspirá-los também:


"Sou um fã de articulação positiva. Para mim, este é um passo além do pensamento positivo. É colocar o pensamento positivo em ação - a fazer - em palavras.

Todo ano novo eu resolvo fazer algo novo ou diferente com a minha vida. Algo grandioso. Algo transformador. Às vezes, é para continuar fazendo algo que adoro, mas muitas vezes é uma nova invenção de algum tipo.
No ano passado, o tema principal foi o ativismo e em 2010 certamente eu tenho meus pés molhados, literalmente, através da Região do Lago Volta, no Gana, aprendendo sobre o trabalho de libertar os escravos - e desfilar por Nova Orleans, promovendo um futuro verde após a aprendizagem sobre o desastre do derramamento de óleo e cobrir-se no Golfo.


Este ano, eu resolvi me tornar Novo no Agora. "Novo", muitas vezes refere-se a um tipo ou qualidade de algo, e tende a se referir a um dia, passados ou futuros. Agora, porém, sempre significa AGORA. Nesta tradição, eu começo a comemorar cedo a dizer: Happy Now Year. ("Feliz ano Agora")


"Novo" geralmente significa que algo é feito recentemente. Agora, significa que ele é feito e é isso. É pegar ou largar. Eu penso que usando Agora em vez de Novo, podemos reduzir o consumo. Por exemplo, eu preciso de um novo computador torna-se, eu preciso de um computador agora. Um computador agora já existe - é, portanto, provável pré-propriedade, e ainda tão poderoso. Um novo computador requer energia e dinheiro para fabricá-lo e o mesmo tempo para obtê-lo todo o caminho até meu estúdio. (Estou falando de uma experiência real btw. Meu computador pelos padrões de hoje é antigo. Assim é a minha tecnologia de gravação. Mas isso não me engana. Ele está trabalhando agora. Então, eu estou aderindo a ela!)


Em 2011, eu tenho vontade de reparação, reutilização, reciclagem e manutenção.


Usando as palavras: "Eu faço" ao invés de "eu acho" totalmente pode aliviar a sua carga "sobre o número de falhas de comunicação em sua vida. "Eu acho que" toma posse e é pretensioso. "Eu faço" é muito mais divertido e é um lembrete de como essa versão agora da experiência de vida é tudo feito de qualquer maneira.


Em 2011, eu resolvi não pensar. (Haha.)


Lembrando que tocar é outra coisa. Em 2010 eu confundi a minha criança interior, referindo-se a minha atuação no trabalho, que é uma bobagem. Você não pode trabalhar a música.
Em 2011, eu resolvi tocar a música.


Recentemente, alguns amigos estavam em  lua de mel / férias. Chamavam-lhe o seu Playcation. Bravo. Não diga mais nada.


Tantas vezes dizemos: eu tenho que ir para o trabalho. Eu tenho que pegar alguns mantimentos. Eu tenho que chamar assim e assim. Fazendo uma mudança consciente e usando as palavras "CONSIGO" pode mudar tudo. "Nós temos que ir para o trabalho". Nós CONSEGUIMOS  pegar alguns mantimentos. Nós podemos chamar assim e assim. Eu ouvi meu pai dizer, "eu tenho que ir buscar a sua avó", mas eu sei o quanto ele a ama o que ele pode fazê-lo. Eu vou incentivá-lo a dizer," eu consigo ir ver sua avó". Logo, nós não podemos ter essa honra.

 
Em 2011, eu resolvi ser mágico.


Que outras formas de articulação positiva e híbridos, palavra peculiar que você poderia acrescentar à linguagem em constante evolução, que se torna nossa experiência de vida?


Em 2011, eu resolvi ser um grande ouvinte."

Oi, Tudo Bem?


Oi, Tudo Bem?

Eu não sei, viu...
Ando pensando demais...
Ando amando demais...
Ando sonhando demais...
Ando reticênciando  demais...
Ando “ando” demais...
Ando lembrando demais...
Ando escrevendo demais...
Ando suspirando demais...
Ando criticando demais...
Ando lendo demais...
Ando ouvindo música demais...
Ando dormindo demais...
Ando filmando filmes que não são meus
Demais... 
Ando vendo coisas demais e não me interessando por nada.
Ando por aí, no mesmo lugar de onde vim.
Nenhum.
Ando sem saber o que é tudo bem, ando sem querer todo este bem.
Desculpe toda esta resposta.

E você, Tudo bem?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Lavoura Arcaica

cena do filme "Lavoura Arcaica" do glorioso Luiz Fernando Carvalho- Inspiração deste texto.

Eu que nunca soube escrever e nem falar...
Eu que nunca fiz poesia, só escondi minhas verdades atrás das letras...
Eu que muito cedo aprendi que quem viaja para procurar um tesouro, acaba encontrando-o no lugar de onde partiu.
Eu que não sei nada sobre o mundo
Eu que vim de lugar nenhum e cultivo uma flor

Eu que coloco títulos nos outros, como se gente fosse filme...
Eu que vivo numa pressa estúpida...
Eu que brinco de amar...
Eu que choro por dentro toda mágoa e dôo minha sensibilidade a arte que escolhi
Eu que tenho olhos de menina e enxergo menino nos olhos dos outros

Eu que vivo em dois mundos. O superficial e o não-superficial
Eu que não sei em que mundo estou. Oscilo sem querer...
Eu que justifico o culto do obsceno em meia luz e equilíbrio
Eu que me autoflagelo com sentimentos nobres a plebeus
Eu que cuspo na face daqueles que fazem os olhos brilharem a meu reflexo

Eu que com o mesmo carinho que danço os dedos no verde, Seguro forte a folha e rasgo
Eu que não cumpro promessas
Eu que tenho um estranho jeito de ser só
Eu que beijo a luz do sol e adormeço no escuro do céu
Eu que não sei dizer sim nem não

Eu que estou em um lugar alto demais, demais, demais
E de nada sei, nada, nada, nada
Eu que escondo um baú
Eu que penso em ser fútil, porque o gosto do sabor do saber é amargo em instância
Eu que sorrateiramente teço histórias que não são minhas
Eu que me desequilibro na linha tênue. Ora lá, ora cá...

Eu que escrevo demais, porque não sei falar e me calo demais, porque não sei escrever

Ouso...

Ouso dizer que não existe partida e nem lugar para onde se vai
Não digo que não há ponto de partida e nem de chegada
Observe, digo que não existe partida e nem lugar para onde se vai, Totalmente distinto
Esses dois lugares que estou dizendo. É ilusão. Irmã do tempo. Ilusão.

Movimento é a pena de Deus por nós, que pensamos ser pássaros
O traço divide o real do irreal
A tinta ilustra com cor a doce ilusão
O sopro passeia por nossos poros e diz ser vida, se se cala, se morre.
O sorriso é a luz que acende o suspiro do suor de prazer

O que desata é a música dos ventos e o que amarra faz acorde com dois corações que orquestram juntos e regem o som da melodia perfeita
As folhas secas são tapetes invejosos por pés que abrem caminhos
As mãos sempre pensaram que eram Deus e dançam com a atmosfera com autoridade
A água traz consigo a austeridade de saciar a vida e reluta em se doar, quando o faz, toma posse de corpos esguios

Os cabelos sempre serviram para esconder a vergonha, enxugar o suor, chamar o pecado e embalar o sono dos sozinhos
Os tecidos que são plenos só se tocados e divinos se rasgados, mostram caminhos e brincam de serem corpos
O mar é grande e as lágrimas são miniaturas de mar, as lágrimas só são pequenas para lembrar que também somos

O abraço é o desejo de ser um, e é a partida e o lugar para onde se vai

É o choque de saber-se imóvel e pleno.

Ninguém precisa partir, ninguém está em lugar nenhum.

Eu que não cumpro promessas, digo que não vou mais dedicar-lhe palavras e dificilmente reler as que já dediquei
E nem vou chamar-lhe de menino e nem sonhar com noites de meia-luz e meias palavras... Prometo que meus olhos se contentarão com o chão e os seus com a ventania de acreditar-se completo
Continuo aqui, Você também
Ninguém parte, ninguém está em lugar nenhum
O choque do abraço é só para os sábios
E eu que nunca soube escrever e nem falar...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Viéses e Vertentes


Eu tenho que aprender muitas coisas.
Óbvio, eu sei.
Carrego no peito uma sensação ruim, mas já escrevi sobre ela intitulando “Você sabe o que é ser o universo todo?”
Hoje, Me dei conta de que preciso aprender muitas coisas e não sei por onde começar.
Preciso aprender a falar de mim e se referir a mim dizendo: eu.
É muito difícil que eu realize esta façanha e você nem imagina a força que estou gastando pra escrever essas linhas.
Acho que vou precisar  escrever em um post-it “falar de mim” repetida vezes.
Hoje entraram em conflito com o que sou  ou apresento ser. Isso foi difícil de lidar, Eu deveria agir como sempre ajo, antes de estourar: sorrio. Hoje eu escolhi estourar.
É difícil lidar com pessoas que acham que eu sou uma coisa só, que não tenho viéses, vertentes e coração. É que sou singular ! (Não estou me elogiando, estou me classificando). Se assim sou classificada como posso me encaixar em qualquer parte, em qualquer grupo?
Geralmente ajo sempre com uma das partes que tenho, mas não completamente.
Espero que você,( Digo você, hoje excepcionalmente a quem estiver lendo e não ao homem que sempre me dirijo) esteja entendendo que não me finjo de outra pessoa, mas realmente não me mostro completamente, porque é balela dizer isto, ninguém se mostra completamente.
Hoje meus viéses e vertentes estavam nos lugares errados.
Mas... Por causa do menino que mora nos olhos também, Lhe tenho saudade e essa saudade pré anuncia que um dia isso será só vazio e ele não estará mais aqui e não pode mais decidir meu dia e humor. Mesmo que seu corpo converse com o meu em silêncio e á distância, sinto saudade e não posso consumá-la.  Um dia ele vai partir e eu preciso urgente aprender a ficar só e só de mim também, me canso muito de mim.
Por isso disse que preciso aprender muitas coisas! Tenho manias de viver, mundos e fundos particulares, viéses, vertentes, corações, humores e a porra toda, não dou conta disso tudo, vezes ou outra tô tentando me esvaziar, mas sou apegada a elas.
Se pelo menos o menino ficasse pra sempre e me ajudasse com essa bagagem eu não me preocuparia tanto, No momento parece que só ele tem a força de suportá-la. Mas não merece, no sentido de ser bom demais pra mim. É melhor ficar no seu mundinho de facilidades mesmo . Hoje pela primeira vez o condenei, dizendo que não sabe o que é amor e nunca vai saber, amor não é facilmente se encontrar no outro e se combinarem, só porque fizeram a mesma faculdade, gostam da mesmas músicas e gostam de postar sobre tal assunto no facebook. Isso é egoísmo, é ver neste outro seu reflexo , achar-se belo demais e ficar a todo momento buscando adereços para se acreditar mais belo. Amar, se não é (e nunca é completamente, só um viés) deve ser: saber-se desconhecido e no outro conhecer-se mais e torna-se pleno, não sozinho, mas juntos. Não uma dupla de egoístas e sim uma dupla de sábios.
Me lembrei de um texto que não postei neste lugar que odeio o nome, havia apenas uma semana deste amor, eu disse tantas coisas fortes, acertei muitas e fui sincera demais. Falei “eu” ,”você” e “nós dois” com tanta propriedade que tive medo de sua repercussão.
Preciso aprender a chorar, Descobrir onde fica o baú perdido de lágrimas empedradas.
Preciso aprender muitas coisas e não devo me ater nisto ou me limito.
Preciso aprender...

Imagem:Eduoard Manet

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Escritores Amantes


Ele pôs a caneta na mesa, Como se matasse o último gole de uísque e batesse o copo, Levantou-se.
Ela o chamou pelo nome, Mas não continuou.
- “_______  ...”
Ele voltou-se para ela e perguntou o que desejava.
Ela disse, timidamente:
- Nada.
Ele exigiu resposta e abaixou a sua altura , que estava sentada, pegando em suas mãos, pediu  mais uma vez para que dissesse.
Ela negou, Rabiscava um papel.
Ele disse:
- Não gosto muito de reticências. ( Reclama)
- E nem de pontos finais. (Acrescenta)
- É porque nosso caso é interrogação. ( Explica)
- As pessoas  vêem como exclamação. (Contrapõe)
- Você sabe que é difícil. (Lamenta)
- Então que seja pelo menos vírgula. (Solicita)
-Você quer ser vírgula? (Pergunta)
- Se não posso ser parágrafo e letra maiúscula... (Sugere)
- Em nosso caso, Você está mais para parênteses. (Observa)
- Nem me diz com propriedade, sou aspas. (Aponta)
-Você sabe a razão, Preciso lhe manter em colchetes. (Reforça)
-É um covarde. Trai a si mesmo. (Provoca)
- Sabe que sonho em dizer “Ponto final, na outra linha...” (Expõe)
-Mas fica em eternos travessões e bla  bla bla!  (Exclama)
- Te quero.
- Entre aspas,em letra minúscula, sem ponto final, com vírgulas, em colchetes, interrogação,exclamação e com reticências. (Ataca)... O que eu ia dizer é que Te amo. (Explode)
Vira-se de costas.
 - Ótimo, Vamos Publicar este! (Afirma). 
Sorriem.


Pintura da minha musa inspiradora- Josephine Wall
Visite sua página: http://www.josephinewall.co.uk


domingo, 31 de outubro de 2010

Das Coisas que Gosto e Não Gosto Muito


Eu quero que você saiba que escrevo isso, só por causa da Carta Que Você Nunca Vai Ler, viu?
Odeio essa coisas supérfluas de nós humanos brasileiros,orkuteiros e blogueiros. (palavras horríveis,não nasceram para serem palavras). Enfim,Coisas, que se escrevo é porque gosto de pensar nelas, mas quando chego no porque, me canso, pois não entendo.

Das coisas que gosto, o que lhe pedi na tal carta é que me escreva uma. Acho que não há nada no Universo que me faça mais feliz quanto cartas,sinceras, amigas, apaixonadas. Me escreva uma carta!

Ser elogiada por uma criança, Ai é lindo demais, As crianças são mais puras e se me chamam linda ou me sorriem na rua, ganho o dia!

Adoro quando as coisas andam rápido, Quase sorrio abertamente,quando vejo as catracas do metrô sendo liberadas rapidamente, Quando chego no ponto e meu ônibus logo em seguida.

Quando pergunto algo a alguém e ela responde prontamente. É muito bom.

Café, Estou tentando não falar coisas materiais, ou clichê, como música, família ou cinema (embora...) Mas café! Não é pelo “material” e sim pela sensação de alívio e não só (se não vou ter que dizer: cachaça, ’maria’,vodca, fazer xixi, etc.) Mas beber café é muito bom é transcendental. Amo café!

Abrir um livro novo! É bom demais, o cheiro, o papel, as letras, o convite, é muito bom, Parece quando se chega na casa de um amigo,que lhe esperava ansioso, com banquete e tudo! Amo livro novo!

Ter uma idéia nova,Quem teve a idéia de significar a idéia com uma lâmpada acima da cabeça, acertou! Pois parece isso mesmo! Ou passo a achar que idéia é isso pelo símbolo? Enfim, Amo ter idéia nova.

Achar algo esquecido. Todo mundo sabe a sensação de achar algo que não se lembrava mais, dinheiro então, nem se fala.

Agora das coisas que não gosto muito ou odeio.

Em 1º lugar é procurar coisas, Odeio procurar qualquer coisa, normalmente o que se usa diariamente, isqueiro, caneta, tesoura, chinelo. Odeio ter que procurar essas coisas, Me irrito muito, Viro outra pessoa, Há situações em que minha pressão abaixa. Sério!

A 2ª coisa mais irritante do mundo para mim, É que me chamem.
“Ô Bruna!” Ah, eu quero morrer! O pior é que é é inevitável, Em uma distância, como se faz? É o jeito, Mas respiro fundo e respondo.

3ª coisa, Que me joguem algo para eu pegar, Fizeram isto esta semana, Jogaram revistas no chão para pegarmos. No chão?! É muita falta de respeito! É  odiante. Não peguei. Das coisas que se odeia,muito é pelo ego.

4ª coisa, Que me expliquem algo, intercalando com a perguntinha “entendeu?” Isso é muito irritante. Aconteceu isso também esta semana (talvez por isto,isto aqui.) Uma criaturinha me respondeu uma pergunta (obviously) com entendeu’s ? Eu não vi mais nada ao redor, Acionou o botão KILLER do meu cérebro, Eu me vi apertando seu pescoço, Mas quando ela terminou, Respirei e permaneci sentada.

5ª Que me chamem de “querida”,Em geral soa falso e é coisa de perua.

6ª Ainda há barulhos irritantes, Mas não sei explicá-los. Para informação, Tenho uns % a menos de audição no ouvido direito, Então não ouço bem. Então qualquer barulhinho pertinente me irrita física e psicologicamente. A algum tempo, meu primo tecladista estudava, E eu surgi no seu quarto,parecendo o louco da caverna, arrancando todos os cabos da tomada e ainda me sentei no chão, tamanho era o alívio.

7ª Que repitam uma coisa,várias vezes, A Rosana é perita nisso, Repete uma mesma coisa cem vezes em um minuto. Eu reajo mais ou menos como o Kiko do Chaves. Sabe né? (Cale-se,cale-se,cale-se ,se não me deixa looouco!)

8ª Que falem enquanto estou pensando. (É. É complexo, não vou nem explicar.)

9ª Quando eu explico algo e a pessoa responde com que eu acabei de falar. (Isso é universal).

10ª Quando vou abrir confiante a garrafa de café e está vazia.

Its all.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Can I Stay?





As palavras vem preguiçosas e tímidas arrancadas da garganta.
É um homem à porta, molhado de chuva, ele sonhava com uma oportunidade como essa. Ela estranha um pouco e desconhece quem está em sua frente, dessa vez parece muito frágil e malicioso.
Ele sabe que aguentaria sua tristeza sozinho, mas a usou para estar com ela. O pior é que eu não sei se ele sabe que depois que se dorme com a pessoa amada,desaprende-se a dormir sozinho.
Há quase um sorriso enquanto ele pede pra ficar com ela, mas ele sabe que não pode estragar tudo. Ele já está lá.
E ela? Bom, não consigo vê-la muito bem, Mas sei que ela também quer, só se preocupa um pouco mais que ele.
Ele não quer que essa noite acabe nunca, nem que a chuva deixe de ser a música de fundo, mas também imagina como será quando a luz do sol beijar-lhes a face e descobri-los para uma nova fase.
É que ele sabe que dormir junto é um ritual, e quem trabalha é a noite, sintonizando a energia que emana dos velhos corpos que se tendem. Mas só se pode dormir para o ritual acontecer, pois o sono eleva o espírito e os dois espíritos viajam pelo desconhecido universo, enquanto os corpos descansam quietos e imóveis.
Ao acordarem sabem mais sobre o outro do que saberiam separados noites eternas.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

a linha tênue

A linha é tênue entre os olhos que sorri e os olhos que choram
Entre os lábios que tremem e os que cerram
Entre  a vida que vive e a vida que vai.
A linha é tênue entre a música que toca e o toque do silêncio
Entre o passo que corre e o passo que para
Entre o papel e a tinta da caneta
A linha é tênue entre o ar e os vãos
Entre o beijo e o suspiro
Entre o fim e a eternidade
Entre o espelho e o reflexo
A linha tênue é entre eu e você
A linha é tênue entre mim e mim mesma.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Cansei de mim...

Escrevo aqui neste lugar com frequência  e assim venho percebendo minhas atenuantes, agravantes e constantes.
E cansei de tudo isso de me descobrir e perceber como falo, meu jeito de escrever, assim todo largado, já que não pretendo ocupar nenhuma cadeira na Academia de Letras. Se falo de amor, falo dos três, Se falo de música são sempre os mesmos,Se falo do Cinema é uma melação só; se falo do meu mundo está tudo isso lá.
Que bom, Muito se parece com autenticidade, Mas quero coisas novas em mim e me canso.Mas sou preguiçosa também, Se algo novo se revela a mim, não chamo para entrar, fico esperando.
Cansei de mim, porque penso demais e se eu tiver que escrever tudo o que penso, não haverá papel suficiente no mundo.
Penso em escrever mais sobre meu marido. Sim, O Cinema. Mas canso de me declarar. Já estamos casados e não preciso conquistá-lo mais. Não é assim?
 Também não vou fazer resenha de cada livro que leio. Primeiro, Porque não preciso fazer propaganda e segundo que eles necessitam morar em mim por algum tempo e depois surgir em minhas conversas e afins.
Penso em escrever sobre as músicas que amo e responder a elas. Mas a quem importa?
Talvez, Nem ao compositor. E se eu contasse fatos da minha infância? Os bons, claro.
Contei sobre quando eu achava que eu tinha inventado o céu?
Que tenho medo de pirata?
Que não sei se sonhei ou se vivi que viajava numa bolha de sabão?
Que eu queria subir ao céu numa escada de madeira a beira de um "abismo", mas resolvi descer por pena de minha mãe que sentiria saudade.
Também a ninguém interessa.
Díficil isso.
E agora?!

Ah Cinemar...


“Cinemar é bom demais, é a elevação do espírito, é a vida sendo justificada, me agradecendo por existir e me fazendo existir”
Já disse eu, em outra ocasião.
Cinemar é lindo demais. Não sei se vou me acostumar com tanta beleza até o fim de minha existência. Sei que não é de todo flores, É o ínicio do meu casamento, estou gerando o primeiro filho e a cada ultrassonografia para ver como ele está, é gratificante, Escolher seus padrinhos e madrinhas,Vendo as cores de seus olhos, as roupas que irá vestir, o som de seu primeiro choro... Não vejo a hora de vê-lo caminhando por aí, sorrindo, sem olhar pra trás.
E imaginar as pessoas o vendo e se dirigindo a mim, para me parabenizar, Pois mais feio que seja o filho, as pessoas lhe parabenizam, bem se sabes.
O trabalho que toma, as decisões sobre o futuro, Tudo é maravilhoso e se bem aprendi com aquele rapaz pouca - telha, Se se coloca amor em algo é só amor que isto te devolve. Então posso dormir em paz, Não preciso me preocupar com nada. Não posso exigir de meus filhos, apesar de ter muito ciúmes deles. É preciso esperar e ver o que eles vão dizer ao mundo.
Cinemar é bom demais, É também o contato com o Divino. Sabe aquilo que aprendi quando ainda era criança? Lhe vi proveito hoje.
Sabe aquilo que ouvi dizer em uma multidão na rua? Lhe vejo proveito.
Coisas que jamais pensaria, se oferece para mim e eu acolho.
Linda é a Vida, Se o Universo é uma bolha que se estica e contrai, Posso sentir isto no meu mundo das idéias, quando todas as coisas parecem estar bem próximas uma das outras e fazem conexão.
Cinemar é tudo isto o que eu não sei dizer e nem preciso entender .
Só é.

*Logo menos fotos do making of O SONHO DA SOMBRA-ONG JAMAC.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Se é pra fazer Tributo....

Toda hora, me vem de falar de algum artista que gosto muito, Mas se assim eu fizer, Nunca vou parar...
Então este post será dedicado a alguns deles.
Primeiro. JASON, Claro, Por tudo e mais um pouco, Que todo mundo já sabe. My best friend!

JASON THOMAS MRAZ
23/06/1977(33 ANOS)
GENEROS : POP,ROCK,ACÚSTICA,SURF MUSIC,POP ROCK










Gregory Page, Amigo de Jason e meu tbm, O cd authografed já deve estar chegando!

GREGORY PAGE
NASCIDO EM 63
JAZZ MUSICIAN
DAMIEN RICE
07/12/1973(like me!.)
 SUCESSOS"BLOWER'S DAUGHTER" E MUITO MAIS!

JAMES MORRISON
13/08/1984
SUCESSOS "YOU MAKE IT REAL","BROKEN STRINGS"
RAY LAMONTAGNE
18/06/1973
FOLK MUSIC
(Amo muito !)To Love Somebody w/Damien Rice.




SARA BAREILLES
07/12/1979(again)
POP,SOUL,JAZZ
SUCESSOS:LOVE SONG,BOTTLE IT UP


LISA HANNIGAN
12/02/1981
FOLK
CANTOU COM DAMIEN RICE POR 6 ANOS.














POR ENQUANTO SÓ ESSES.
PLAYLIST SOPHISTICATED,NO?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MUNCH (Turma de Dezembro)

Recém explorado por mim. Me identifiquei com os seus quadros ,porque muito se parece com a minha visão do que deve ser cinema, a arte. Ou pelo menos como o meu deverá ser. (/12)

Porque parece as músicas de Damien Rice. (07/12)

Porque parece tudo que quero dizer/escrever/falar e não sei.

Porque parece que fui eu (07/12) quem fiz, num tempo,em que eu não morava.

Porque parece os livros,de uma mulher de nome Clarice (10/12) Pela singularidade e universalidade ao mesmo tempo.

Munch. (12/12) .

Turma de Dezembro.
A menina doente

A Ponte

A separação

Cinzas

Ciúmes

Entre o relógio e cama ou como prefiro Entre o pêndulo e o leito.

Menina olhando pela janela

O dia seguinte

Amor e dor

Puberdade